Encarte gera tráfego. Live commerce gera evento. A diferença é que, na transmissão ao vivo, o cliente vê o produto, ouve o motivo de comprar e decide na hora, com você respondendo pergunta por pergunta.
Live commerce é a venda por transmissão ao vivo, com oferta e link de compra durante a live. No varejo alimentar ela ainda é rara fora das capitais, e é justamente por isso que funciona: quem faz primeiro na região não disputa atenção com ninguém.
Produzimos a primeira live shopping de supermercado do interior paulista – Rede Pessotto. Montamos o estúdio dentro da loja, definimos a grade de ofertas junto com a rede e levamos audiência com tráfego pago segmentado na região de cobertura das lojas.
Mais de 15 mil pessoas passaram pela transmissão, comprando ao vivo durante a live.
Comparado com a última quinta e sexta-feira de julho, o resultado foi:
O ticket médio ter ficado parado é o dado mais revelador da operação. O ganho não veio de cliente gastando mais por compra: veio de muito mais gente comprando. Live commerce em supermercado não encarece o carrinho, ele multiplica o número de carrinhos.
A live não é o encarte lido em voz alta. Selecionamos entre 8 e 15 produtos com margem e apelo, distribuídos ao longo da transmissão para segurar audiência: as ofertas mais fortes ficam para o meio e o fim, nunca todas no começo.
Cada produto tem tempo definido, argumento de venda e gatilho de urgência (quantidade limitada, preço válido só durante a live). Um apresentador conduz e alguém acompanha o chat em tempo real, respondendo dúvida de estoque e de preço.
Não precisa de estrutura de TV: um ponto com fundo tratado, iluminação, dois pontos de câmera e internet estável resolvem. Gravar dentro da loja é uma vantagem, porque o cliente vê a gôndola real e reconhece o espaço.
Essa é a parte que a maioria erra. Live sem tráfego pago tem plateia de funcionário. Trabalhamos anúncio segmentado por raio de loja nos dias que antecedem a transmissão, mais disparo na base de WhatsApp e avisos no PDV.
A gravação vira conteúdo: cortes para redes sociais, remarketing para quem assistiu e não comprou, e leitura dos dados (pico de audiência, produto que mais girou, momento de queda) para calibrar a próxima.
Uma live isolada é experimento. Trabalhamos em pacote de três transmissões por trimestre porque a audiência se acumula: quem assistiu a primeira volta para a segunda, o público já sabe o formato e a operação da loja aprende o processo. O custo de aquisição de espectador cai a cada rodada.
Internet estável no ponto de transmissão, estoque garantido dos itens em oferta (nada mata uma live mais rápido que produto que acabou), alguém da loja disponível para o chat e disposição para tratar a data como campanha, não como post. O resto (roteiro, produção, captação, tráfego, edição) fica com a gente.
É a venda por transmissão ao vivo aplicada ao varejo alimentar: a loja transmite de dentro do próprio ponto, apresenta uma grade de ofertas com tempo e argumento definidos, responde o cliente no chat em tempo real e disponibiliza link de compra ou pedido durante a transmissão.
Sim, e a concorrência menor joga a favor. A Mercare e a Arena Now produziram a primeira live shopping de supermercado do interior paulista, com estúdio montado dentro da loja e tráfego pago levando audiência, e reuniu mais de 15 mil pessoas ao longo da transmissão. Em praça onde ninguém faz, a novidade é parte do atrativo.
A conta não é de audiência, é de venda por espectador. Uma live com poucas centenas de pessoas altamente qualificadas, todas moradoras do raio de atendimento da loja, costuma render mais que uma transmissão com público disperso. Por isso a segmentação geográfica do tráfego é decisiva.
Não no sentido de obra. É preciso um ponto com fundo tratado, iluminação, câmera e internet estável, que pode ser montado e desmontado dentro da loja a cada transmissão. Gravar na área de vendas costuma funcionar melhor que estúdio externo, porque o cliente reconhece o espaço.
O formato que melhor se paga é o ciclo trimestral, com três transmissões por trimestre. A audiência se acumula de uma live para outra, a equipe da loja domina o processo e o custo por espectador cai a cada rodada. Live isolada serve como teste, não como estratégia.
A agência cuida de roteiro, produção, captação, tráfego pago, operação da transmissão e edição dos cortes. A rede garante estoque dos itens em oferta, internet no ponto e alguém disponível para o chat durante a live.
Fazemos um diagnóstico gratuito: analisamos o calendário promocional, a base digital da rede e o potencial de audiência da praça, e devolvemos um plano de três meses.
Trabalhamos com redes que tratam marketing como investimento contínuo, e não como demanda pontual. Se o momento da sua operação for outro, indicamos o caminho certo para você, mesmo que não seja com a gente.
Lilian Facchini é CEO e Diretora Executiva da Mercare Digital, agência 360 integrada em São José do Rio Preto (SP). Com mais de 10 anos de experiência em marketing digital, lidera estratégias de comunicação, branding e inteligência artificial para supermercados, varejistas e PMEs. É formada em Tecnologia da Informação e Pós Graduada em Marketing Digital e E-commerce pelo Senac SJRP, especializada em Inteligência Artificial pela Unicamp e reconhecida com o Prêmio Liderança do Diretor pela FATEC Rio Preto. Fala português, espanhol e inglês.
Somos uma agência 360 integrada em São José do Rio Preto, com 10 anos de mercado e certificações Google, Meta, TikTok, RD Station e mLabs. Unimos planejamento estretégico, comunicação de PDV, digital e produção de mídia sob a mesma campanha, com especialização em supermercados, industria e varejo alimentar. Atendemos redes em todo o Brasil.